quinta-feira, 28 de julho de 2011

Lecionar

É... volta às aulas após o recesso. Replanejamento e desenvolvimentos de ações que possibilitem o melhor aproveitamento das aulas e diminua a indisciplina, que motive, estimule... desafios pela frente e mais um semestre letivo se inicia.
O que me incomoda nisso tudo é que, apesar de terem escolhido a docência como profissão, muitos dos meus colegas parecem não terem a mínima vontade de lecionar! Tudo bem, vamos combinar que nem tudo é um mar de rosas, mas é uma profissão da qual me orgulho muito. Todos precisam de professores na vida, é honroso ensinar, educar. Mas muitos dos que conheço têm uma visão pessimista e falam de maneira sofrida sobre o seu dia a dia. Reclamar é normal, é humano, porém tem limite para tudo... o professor critica o aluno por conversar durante as explicações, mas ele mesmo não para de conversar enquanto a coordenadora está falando; o professor diz que o aluno é mal educado, mas ele mesmo não pede licença para passar, corta a fala do colega, além de fazer brincadeirinhas de mau gosto...
Pois antes de criticar os outros temos que olhar para nós mesmos. Os nossos alunos não são perfeitos, mas é necessário que nós também nos avaliemos e avaliemos nossas aulas antes de criticar o comportamento deles. Não podemos julgá-los de forma arbitrária e principalmente não podemos encará-los como nossos inimigos. Eles são nosso futuro, jovens e crianças que um dia serão adultos e o tipo de adultos que eles se tornarão depende de como eles verão o mundo, e é essa a missão do professor: abrir as janelas para o mundo, expandir os horizontes de seus alunos, dar a eles um leque de possibilidades...
Lecionar é um desafio constante... e eu aceitei encarar.
Até a próxima!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Talvez

Flertes inocentes
Explosões juvenis
Temperança e tempestade
Dúvidas e certezas

Aprendizados necessários
Tentativas e erros
Claras confusões
Belas paisagens
Muitas emoções

Pessoas admiráveis
Um outro mundo desvendado
A queda do véu de maia
Sonhos e convicções
Viagens inesquecíveis

O pouso...
Amadurecimento
O ninho, a ninhada
Cuidado amoroso
Sorriso, felicidade

Amanhã, talvez...
Temperança e tempestades
Dúvidas e certezas
O Futuro, quem sabe?

Até a próxima!

domingo, 24 de julho de 2011

O haver

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história...

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.

Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.

(Vinícius de Moraes)

Até a próxima...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

"A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken"

Comecei a ler "A biblioteca mágica de Bibbi Bokken", de Jostein Gaarder, e aconteceu um fato curioso sobre isso, mas vou ter que contar desde o início para que vocês entendam. Estamos no meio do ano e eu precisava entregar os trabalhos finais do curso de pós para as minhas professoras. A comparação entre os "Capitães da Areia" e o teaser do filme de mesmo nome, eu terminei e me senti meio órfã com relação à leitura depois que terminei o livro, continuava com vontade de ler, então, comecei a ler "A biblioteca mágica de Bibbi Bokken", que se trata de um livro dividido em duas partes: a primeira é um livro de cartas que dois primos adolescentes escrevem, eles se correspondem e contam suas aventuras... a segunda parte leva o título de a biblioteca. O curioso é que dias depois fiquei sabendo que o meu trabalho final da outra disciplina era justamente escrever uma carta tradicional, de cunho pessoal, claro que o assunto era uma análise e uma proposta de aula, mas ainda assim poderia ser diversos outros tipos de texto e a professora escolheu uma carta pessoal... coincidência? Achei um fato curioso.
Estou gostando da leitura... sou fã da literatura de Jostein Gaarder! Ainda estou na primeira parte, mas não vejo a hora de chegar logo na segunda, a história é uma delícia! Fica por aqui a dica!
Até a próxima!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Leia...

"Durante muitos anos Jorge Amado quis e soube ser a voz, o sentido e a alegria do Brasil. Poucas vezes um escritor terá conseguido tornar-se, tanto como ele, o espelho e o retrato de um povo inteiro".
José Saramago
Escritor

"Capitães da Areia é, sem dúvida, um documento valioso para a compreensão de uma época, na Bahia".
Waldir Oliveira
Ensaísta

"Jorge não escrevia livros, ele escrevia, sim, um país".
Mia Couto
Escritor

É apaixonante a linguagem de Jorge Amado e a adaptação dirigida pela neta dele promete ser mais uma deliciosa narrativa visual desse romance que povoa o imaginário de gerações... ler um bom livro novamente, depois de muito tempo e experiências vividas, é sempre uma nova leitura! Deliciosa leitura!!!
Até a próxima...

ABAB CDCD ABAB

Muita coisa aconteceu
Muita coisa mudou
A tarde se escondeu
A noite se atrasou

As vidas continuam
Seguindo vias duplas
Veias que se cruzam
Versões e desculpas

Nada aconteceu
Nada mudou
A tarde escureceu
A noite chegou

Até a próxima.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Socorro!!!

Escrever um texto científico parece um bicho de sete cabeças! Linguagem clara, objetiva, porém polida e de acordo com a norma culta da língua... escrever um artigo não é como escrever para o blog... ou é? Pode ser, mas não o é agora, a diferença está em um detalhe: aqui tenho liberdade. Trabalhar numa análise comparativa não é tarefa fácil, ainda mais quando se deixa para a última hora... manias! Mas preciso mesmo corre contra o tempo e não tenha mais tempo a perder... passar por aqui é apenas uma tentativa de arejar a mente, mas é bom voltar ao foco.
Até.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sol de inverno...

É tão difícil acordar às 6:00 da manhã... dia frio, muito frio. Enrolo na cama. Chega a ser uma tortura sequer pensar em sair do quentinho do cobertor e enfrentar o ar gelado do quarto, pior: tirar a roupa e colocar outra para sair... ainda bem que pensei nisso e dormi com o minhocão e camiseta de manga comprida, mas o sutiã... ter que vesti-lo me obriga a tirar a camiseta e permitir o contato do ar gelado com a minha pele... isso causa arrepio! Passado esse terrível processo de saída da cama e troca de roupas, tudo fica mais fácil. Escovar os dentes, lavar o rosto... tomar café, arrumar o material que devo levar etc. Ainda antes de sair já estou mais desperta e não mais me parece tão ruim ter acordado cedo, então quando abro a porta da sala de casa rumo ao trabalho, tenho a minha recompensa e inspiração para o dia: o 'nascer do Sol' e uma explosão de cores tomando conta do ceu!!! Tons de rosa, laranja, azuis... tons vibrantes, tons pastéis... simplesmente lindo!
E assim comecei mais um dia de inverno... bom dia!
Até a próxima!

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♣Tânia Yuri ♣
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