terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Pequeno Príncipe...


Estou lendo para o meu filho o livro "O Pequeno Príncipe" de Antoine Saint-Exupéry e escolhi esse trecho para compartilhar....

E, deitado na relva, ele chorou.

E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia - disse a raposa.

- Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, olhando a sua volta, nada viu.

- Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira...

- Quem és tu? - Perguntou o principezinho. - Tu és bem bonita...

- Sou uma raposa - disse a raposa.

- Vem brincar comigo - propôs ele. - Estou tão triste...

-Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.

- Ah! Desculpa - disse o principezinho.

Mas, após refletir, acrescentou:

- Que quer dizer "cativar"?

- Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras?

- Procuro os homens - disse o pequeno príncipe. - Que quer dizer "cativar"?

- Os homens - disse a raposa - têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?

- Não - disse o príncipe. - Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?

- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. Significa "criar laços"...

- Criar laços?

- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

- É possível - disse a raposa. - Vê-se tanta coisa na Terra...

- Oh! Não foi na Terra - disse o principezinho.

- A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?

- Sim.

- Há caçadores nesse planeta?

- Não.

- Que bom! E galinhas?

- Também não.

- Nada é perfeito - suspirou a raposa.

Até a próxima...

Yuri

domingo, 15 de agosto de 2010

A Fênix...


A fênix ou fénix (em grego ϕοῖνιξ) é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da fénix é sua força que a faz transportar em vôo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Podendo se transformar em uma ave de fogo.

É assim que a vida acontece... uns dias fazem chuva, outros dias fazem Sol... e eu como a Fênix ressurgi das cinzas melancólicas da TPM e agora sigo batendo minhas asas, me sentindo mais forte e bela do que nunca!

Carpe Diem!!! Até a próxima...

Yuri

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Melancolia...


(do grego μελαγχολία - melagcholía; de μέλας - mélas, "negro" e χολή - cholé, "bílis") é um estado psíquico de depressão sem causa específica. Se caracteriza pela falta de entusiasmos e predisposição para atividades em geral.

Me sinto assim desde ontem, parece que de repente todos os meus pensamentos tornaram-se pessimistas e sem perspectiva de melhora... sei que ficar remoendo não é a melhor maneira de mudar essa perspectiva, mas tá foda!!! E não é só porque devo no banco ou porque não tenho o reconhecimento que esperava no meu trabalho... é por tudo e por nada.
Sabe, acho que o melhor é curtir a fossa ao máximo para não ter perigo de recaída, é melhor chorar, lamentar, sofrer se for preciso, acho que até a tristeza e melancolia devem ser sentidas e vividas intensamente... mas tudo isso apenas uma vez! Dessa forma quando passar que passe de uma vez e sem deixar vestígios...

Até a próxima...
Yuri

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Música de qualidade...


Sábado 14/08 no Centro de Convenções às 20:00 de graça!!!
Até a próxima!!!
Yuri

sábado, 7 de agosto de 2010

Literatura...



Humanismo

Início: 1434 - Fernão Lopes é nomeado cronista-mor do Reino.

Término: 1527 - Francisco de Sá de Miranda inicia o Renascimento em Portugal.

Aspectos históricos

Época conturbada da história portuguesa.

1) Implantação da dinastia de Avis (1383-1385) - revolução popular derruba a dinastia de Borgonha, e assume o novo rei, D. João I, da ordem de Avis. Fim da vassalagem dos reis de Portugal ao rei de Castela.

2) Fim das guerras da independência: consolidação da independência.

3) Desenvolvimento do comércio sobretudo do comércio marítimo.

4) Formação do império colonial português: conquistas na África e a descoberta do Brasil.

No plano da cultura e da literatura

1) A língua portuguesa firma-se como língua independente. Lembre-se de que nos séculos anteriores falava-se o galego-português.

2) A língua literária escrita desenvolve-se, diferenciando-se da língua falada.

3) A prosa floresce, enquanto a poesia entra em declínio.

4) A corte torna-se o principal centro de produção cultural e literária graças ao fortalecimento da casa real.

5) Declínio das características medievais e prenúncio do Renascimento. Abandono progressivo da mentalidade teocêntrica.

Características do Humanismo

1) Florescimento da prosa; declínio da poesia.

b) Manifestações literárias:

  • Poesia palaciana
  • Prosa doutrinária
  • Historiografia
  • Teatro de Gil Vicente

Poesia Palaciana

1) Cancioneiro Geral, de Garcia Resende, 1516.

2) Ligada à vida social da corte.

3) Transição entre a tradição medieval e a tradição moderna.

4) Autonomia em relação à música:

  • métrica
  • declamadas em salões
  • surgem os livros, com a invenção da imprensa
  • os autores se chamam poeta, não são mais trovadores¨
  • lírica (contradições do amor - influência de Petrarca, poeta italiano)


Teatro de Gil Vicente

Mentalidade medieval - ambientado no início da Era Moderna, mas ainda reflete o pensamento medieval.

Características:

1) teatro alegórico - as barcas são alegorias da morte;

2) teatro de tipos - classe social, profissão, sexo, idade. Exemplos do Auto da Barca do Inferno:

  • Fidalgo
  • Onzeneiro
  • Parvo
  • Procurador/ Corregedor
3) Teatros de quadros: sucessão de cenas, chegando a um ponto culminante e desfecho.

4) Rupturas da linearidade do tempo e despreocupação com a verossimilhança: na farsa O Velho da Horta - pela manhã a mocinha procura o velho para comprar os temperos, no final do diálogo, o criado vem avisar-lhe que já é noite.

5) Teatro cômico e satírico. A maioria das peças são comédias de costumes, seguindo o lema latino: “Pelo riso corrigem-se os costumes”. Personagens caricaturais. Sua linguagem faz cócegas na platéia.

Gil Vicente

Com uma biografia das mais controvertidas, poucos fatos são tidos como certos na vida de Gil Vicente. Nascido por volta de 1465. Aproveitou-se do prestígio que a função de organizador das festas da corte lhe conferia para, em 1502, encenar sua primeira peça, o Monólogo do vaqueiro ou Auto da visitação, na câmara da rainha D. Maria, em comemoração ao nascimento de D. João III. Durante trinta e quatro anos Gil Vicente fez representar dezenas de peças. Em 1562, seu filho, Luís Vicente, publicou a Compilagem de todalas obras de Gil Vicente.

Características do teatro vicentino

Escrita em 1517, Auto da Barca do Inferno é das obras mais representativas do teatro vicentino. Como em tantass outras peças, nesta o autor aproveita a temática religiosa como pretexto para a crítica de costumes. Num braço de mar estão ancoradas duas barcas. A primeira, capitaneada pelo diabo, faz a travessia para o inferno; a segunda, chefiada por um anjo, vai paa o céu. Uma a uma vão chegando as almas dos mortos - um fidalgo, um onzeneiro (agiota), um parvo (bobo), um sapateiro, um frade, levando sua amante, uma alcoviteira, um judeu, um corregedor (juiz), um procurador (advogado do Estado), um enforcado e quatro Cavaleiros de Cristo (cruzados) que morreram em poder dos mouros. Todos tentam evitar a barca do diabo. Mas apenas o parvo e os cruzados conseguem embarcar para o céu.

Ambientado no início da Era Moderna, o teatro vicentino ainda reflete o pensamento medival por sua moral religiosa e sua concepção teocêntrica do mundo.

No Auto da Barca do Inferno, por exemplo, ao ver-se recusado pelo anjo, o fidalgo assim se lamenta por ser dissipado sua vida sem acreditar no castigo do inferno.

Ao inferno todavia!

Inferno há aí para mim?!

Ó triste! Enquanto vivi

nunca cri que o aí havia.

Tive que era fantasia

folgava ser adorado;

confiei em meu estado

e não vi que me perdia.

2. Teatro popular

Apesar dos elementos ideológicos inovadores que suas sátiras sociais contêm, Gil Vicente não se deixou influenciar pelas novidades estéticas introduzidas pelo Renascimento. Sua obra é a síntese das tradições medievais e populares.

“... o seu teatro não pode ser jamais entendido se analisado e concebido segundo os padrões de uam estética que não seja a estética do teatro popular”. (Segismundo Spina)”

Vale então fazer uma breve análise da obra de Gil Vicente à luz da estética do teatro popular medieval.

Teatro alegórico: rperesenação de idéias abstratas com personagens, situações e coisas concretas. O Auto da Barca do Inferno, por exemplo, é uma peça alegórica. O cais e as barcas são a alegoria da morte; a barca do inferno é alegoria da condenação da alma; a barca do céu, a da salvação.

Teatro de tipos: as personagens de Gil Vicente são sempre típicas, isto é, não são indíduos singulares nem possuem traços psicológicos complexos; pelo contrário, apenas reúnem os caracteres mais marcantes de sua classe social, de sua profissão, de seu sexo, de sua idade.

Teatro de quadros: em geral, as peças de Gil Vicente desenvolvem-se por uma sucessão de cenas relativamente independentes, sem formar propriamente um enredo, uma história que, depois de apresentada, se complica até um ponto culminante e um desfecho.

No Auto da Barca do Inferno temos uma introdução em que aparecem o diabo e seu companheiro preparando a barca e anunciando a vigem; com a chegada do fidalgo, inicia-se o primeiro quadro, e os outros se sucedem sempre com a mesma estrutura: chegada da personagem, diálogo com o diabo, tentativa de embarque para o céu e, se a personagem é recusada pelo anjo, retorno à busca do inferno.

Rupturas da linearidade do tempo e despreocupação com a verossimilhança: mesmo nas peças que possuem um enredo, a sucessão cronológica dos acontecimentos é freqüentemente inverossímil ou mesmo absurda.

Na fasra O velho e a horta, um velho hortelão apaixona-se por uma mocinha, pela manhã, o procura para comprar temperos. Ao final do primeiro diálogo, um criado vem avisar-lhe que já é noite e que sua mulher o espera para jantar. Malsucedido em seus galanteios, o velho apaixonado contrata os serviços de uma alcoviteira, que lhe arranca dinheiro para comprar presentes e empreender a conquista. Numa de suas visitas, a alcoviteira é presa e açoitada. Desconsolado, o velho recebe a notícia do casmento da lmoça por quem se apaixonara. tudo isso aconece numa sucessão ininterrupta, marcada apenas pela entrada e saída de personagens, e a única marcação de tempo, como se viu, é inverossímil.

Teatro cômico e satírico: as peças de Gil Vicente, em sua maioria, são comédias de costumes, seguindo o lema latino ridendo castigat mores (pelo riso corrigem-se os costumes). O dramaturgo lança mão de inúmeros recursos eficientes para provocar o riso: personagens caricaturais; situações absurdas; desencontros imprevistos e ridículos. Mas é sobretudo o poder de sua linguagem que faz cócegas na platéia.

Observe o recurso à linguagem popular nos xingamentos do povo ao diabo (Auto da Barca do Inferno).

Hiu! Hiu! Barca do cornudo,

Pero Vinagre beiçudo

(............................................)

Sapateiro da Candosa!

Entrecosto de carrapato!

Hiu! Hiu! Caga no sapato,

filho da grande aleivosa!

Tua mulher é tinhosa

e há de parir um sapo

chentado (=pregfado) no guardanapo!

Neto da cagaminhosa!

Furta-cebolas! Hiu! Hiu!

‘scomungado nas igrejas!

Burrela, cornudo sejas!

Principais obras de Gil Vicente

Auto da visitação (ou Monólogo do vaqueiro - 1502).

Auto pastoril castelhano (1509)

Aujto da Índia (1509)

O velho da horta (1512)

Quem tem farelos? (1515)

Trilogia das Barcas:

* Auto da Barca do Inferno (1517)

* Auto da Barca do Purgatório (1518)

* Auto da Barca da Glória (1519)

Farsa de Inês Pereira (1524)

Auto da feira (1526)

O juiz da Beiras (1526?)

Farsa dos almocreves (1527?)

O clérigo da Beira (1529)

Auto da Lusitânia (1532)

Romagem dos agravados (1533)

Floresta de enganos (1536)

Essa pesquisa retirei do site : http://www.portrasdasletras.com.br

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Projeto MuDanças


Nesse mês de Agosto recomeçam as aulas de dança moderna no Centro de Convenções Victor Brecheret. As aulas fazem parte do projeto MuDanças que tem como coordenador o professor Claudio Terrana. As aulas que são gratuitas e acontecem as 3ª e 6ª das 08h00 às 09h30 e das 14h00 às 15h30 sábados das 10h00 às 11h30.
Vale a pena participar!!!
Até a próxima!
Yuri

terça-feira, 3 de agosto de 2010

...


A vida é cheia de divagações filosóficas que, muitas vezes, nos levam a repensar aspectos de nossa própria vida de uma maneira bem distinta da de outros tempos... Lendo o texto que vou trabalhar com meus alunos, comecei a refletir sobre o a influencia da moda na história da humanidade, cheguei à conclusão de que a moda não passa de uma forma encontrada pelo homem de se comunicar, ela é um veículo de comunicação de idéias... Uma vez que o estilo de uma pessoa muito diz sobre sua personalidade e consequentemente sobre o que ela pensa!

É claro que, antes de tudo, uma pessoa se faz pela sua conduta, mas o ponto em questão é que uma pessoa se veste de acordo com seus princípios morais, e que o faz porque quer que as outras pessoas saibam que “tipo” de pessoa ela é, ela quer comunicar o que ela é, o que pensa... Vejamos as freiras, seus trajes são escuros, cobrem todo o corpo, deixam clara a intenção de não se expor, comunicam os limites de conduta que um homem, por exemplo, deve ter com ela. O seu extremo seriam as prostitutas, que por sua vez usam roupas pequenas, justas, que deixam seu corpo à mostra em busca de que os homens a desejem, comunicam os limites que devem (ou não) ter com ela.

Partindo desse princípio, vejo que o mais importante dentro de uma sociedade é a comunicação. No caso da moda, a maneira como uma pessoa se veste quer refletir os ideais dessa pessoa, mostra o que ela quer que os outros vejam... Tanto que são criadas denominações para grupos que se vestem seguindo um estilo, como se estivessem uniformizados, um exemplo disso são os Emos, nos anos 90 eram os Cluber’s, na década de 60 eram os Hippies e por aí vai... Todos querendo difundir uma ideologia, uma filosofia de vida e o fazem através de suas roupas!

Radicalismo... Entre as extremidades está o comum! Até a próxima...

Yuri

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