E fica aqui um agradecimento especial para o Vini, meu amor, músico, e pai de plantão... amo você!
Até a próxima!
Literatura, arte. Dramas, humores, devaneios, pensamentos, prosa e poesia... um mundo de possibilidades...
Tantas são as pessoas que passam por nossas vidas... convivem conosco um tempo e se vão. Muitas deixam marcas profundas em nossos corações, mas apesar de ter um cantinho todo especial reservadao à elas, continuam existindo apenas na nossa lembrança, se vão com o tempo, ficam no passado, seguem outros rumos. Outras, por nossa escolha ou não, permanecem e passam a escrever a história da nossa vida conosco, desempenham papéis importantes na trama de nossos destinos... por que as pessoas se encontram nessa vida? Por que essas pessoas?
para tudo... o professor critica o aluno por conversar durante as explicações, mas ele mesmo não para de conversar enquanto a coordenadora está falando; o professor diz que o aluno é mal educado, mas ele mesmo não pede licença para passar, corta a fala do colega, além de fazer brincadeirinhas de mau gosto...
Flertes inocentes
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternuraResta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história...
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.
(Vinícius de Moraes)
Até a próxima...
Comecei a ler "A biblioteca mágica de Bibbi Bokken", de Jostein Gaarder, e aconteceu um fato curioso sobre isso, mas vou ter que contar desde o início para que vocês entendam. Estamos no meio do ano e eu precisava entregar os trabalhos finais do curso de pós para as minhas professoras. A comparação entre os "Capitães da Areia" e o teaser do filme de mesmo nome, eu terminei e me senti meio órfã com relação à leitura depois que terminei o livro, continuava com vontade de ler, então, comecei a ler "A biblioteca mágica de Bibbi Bokken", que se trata de um livro dividido em duas partes: a primeira é um livro de cartas que dois primos adolescentes escrevem, eles se correspondem e contam suas aventuras... a segunda parte leva o título de a biblioteca. O curioso é que dias depois fiquei sabendo que o meu trabalho final da outra disciplina era justamente escrever uma carta tradicional, de cunho pessoal, claro que o assunto era uma análise e uma proposta de aula, mas ainda assim poderia ser diversos outros tipos de texto e a professora escolheu uma carta pessoal... coincidência? Achei um fato curioso.