segunda-feira, 20 de junho de 2011

Fases

Ao nascer temos o nosso primeiro choque: o ar entrando pela primeira vez nos pulmões causa uma sensação tão estranhamente abrupta, que nos leva ao choro... e então começamos a viver nossa fase mais inocente... a nossa infância. E a nossa primeira grande viagem rumo ao desconhecido... até aprendermos a falar, andar, comer sozinhos, ir ao banheiro sozinhos... e por aí vai. A responsabilidade e preocupações não existem. E então, quando pela primeira vez experimentamos um certo nível de domínio de nós mesmos, levamos outro choque.
O segundo choque acontece na puberdade. O corpo começa a mudar, os hormônios nos confundem, a responsabilidade nos dá medo, mas as descobertas nos fascinam! É como um segundo nascimento, menos abrupto, mas tão intenso quanto o primeiro. Os amores, os humores começam a ter outros valores... e depois de alguns anos, nós já sabemos perceber certas sutilezas, evitar rompantes, esperar a hora certa, assumir responsabilidades até que experimentamos a maturidade e com ela, um nível mais elevado de domínio de nós mesmos... e vem o terceiro choque.
O terceiro choque vem quase como quem não quer nada, menos intenso e bem menos abrupto... a velhice. Nós já não temos mais pressa, a vida tem outro sentido e entendimento, é como juntar os prazeres da adolescência à responsabilidade da maturidade, com um gostinho de infância. Uma mistura de todas as fases... a plena consciência de que uma depende das experiências e realizações alcançadas nas fases anteriores, ou seja, sua velhice depende de como você soube usar a sua maturidade, que por sua vez depende de como você aproveitou a sua juventude, que vai depender de como você conheceu o mundo...
Eu, hoje aos 29 anos, vivo minha juventude. Mais madura, porém com muito a viver ainda pela frente até o próximo choque. Comecei a pensar sobre a velhice com mais frequencia nos últimos dias... talvez pelo contato e tudo mais. Conheci pessoas com quase 90 anos esse final de semana e vi que a vida depende de oportunidades sim, mas depende principalmente de como vivemos cada uma delas... eu quero estar bem na velhice, mesmo porque depois dela só a morte... sendo a morte o fim da vida, devemos "fechar com chave de ouro"!
Até lá sigo registrando meus pensamentos, devaneios, vivências, desejos e experiências por aqui... (ou até quando a internet existir).
Até a próxima!

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